Sobre Propriedade Intelectual na Bioinformática

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A discussão sobre propriedade intelectual não começa falando sobre dinheiro. Começa sobre o bioinformata poder ter algum proveito do que ele pensa, faz e diz. Isso porque a autenticidade profissional tem um custo de dinheiro, esforço e saúde para o empregador e trabalhador. Então a discussão começa sobre poder se beneficiarem do ambiente intelectual também na vida pessoal.

A Europa é mais legislada em propriedade intelectual do que o Brasil. Poder receber todo o mérito de propriedade intelectual é uma realização pessoal e profissional. Isso já é valorização profissional na Europa. No Brasil, não é cultural. O que não pode acontecer é desmeritar o profissional que não está na Europa por causa de legislação protetiva Europeia.

Por causa de legislação ou falta de legislação, é entendível que o Europeu não aponte politicamente um não-Europeu para a capa de uma revista de Bioinformática Europeia. A solução para não deixar o trabalho cair em desmérito é proteger a autoria dos bioinformatas a qualquer custo. Proteger a autoria pode ser feita em plataformas como biorxiv.org (the preprint server for Biology), Preprints.org (an open-access multidisciplinary preprint platform) entre outras. Essas plataformas não exigem revisão do artigo, mas elas asseguram as autorias do trabalho até que a questão legal seja resolvida sem interromper os cientistas.

Mais ainda, uma empresa monetiza descobertas científicas de diversas maneiras, enquanto o cientista depende do reconhecimento que advém de publicações. Portanto, pode ser necessário defender a participação em trabalhos acadêmicos. O Preprints.org pode ser utilizado para defender autoria até uma disputa ser resolvida.

* Este artigo não passou por revisão de pares.

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