Política internacional nas agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Brasil

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As agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Brasil estão perdidas. Elas não liberam verbas até que os interesses do pesquisador se alinhem aos de concorrentes europeus, contradizendo valores que poderiam ser usados ​​em nosso próprio benefício. 

A própria FAPESP confirma o desvio de R$ 5,3 milhões na Unicamp e está tomando medidas legais contra 34 pesquisadores [1]. Suspeita-se que isso pode ser devido ao fato de nossos cientistas estarem trabalhando sob influência europeia e/ou sob hierarquia de europeus. O caso é naturalmente crônico para o brasileiro quem tem o diploma de uma instituição europeia.

Os europeus manipulam a lei mais rapidamente do que os brasileiros, adaptando-se ao mercado financeiro. Além disso, os europeus têm um valor competitivo na lei do mais forte: a legislação europeia exige que os concorrentes lucrem mais do que os europeus no mesmo produto antes de receberem financiamento europeu. Isso nunca acontecerá para um produto que beneficie apenas os brasileiros se houver um concorrente na Europa.  Como no caso de Bioinformática.

É a lei do poder. Culpe o líder brasileiro que não fala um segundo idioma, ou um legislador sem formação acadêmica. Culpe a promiscuidade na legislação europeia. Não culpe o cientista brasileiro, por favor.

* Este artigo não passou por revisão de pares.

[1] Fapesp confirma desvio de R$ 5,3 milhões na Unicamp e aciona 34 pesquisadores na Justiça. https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/05/03/fapesp-confirma-desvio-de-r-53-milhoes-na-unicamp-e-aciona-34-pesquisadores-na-justica.ghtml

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